PIX cresce 20% e lidera pagamentos em canais digitais
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Até outubro do ano passado, mais de R$ 3 trilhões haviam sido movimentados por Pix. É conhecido por ser rápido e seguro e pode ser usado a partir de contas correntes, poupança ou pré-pagas. O Pix é um sistema de pagamento instantâneo criado por técnicos do Banco Central, que permite transferir dinheiro entre contas em segundos, a qualquer hora e dia. "O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix", afirma o documento.
Mais segurança
Esse caso faz parte de um movimento mais amplo dos Estados Unidos para reforçar seu sistema de pagamentos instantâneos, o FedNow, e avaliar lições aprendidas com o Pix, que detém mais de 150 milhões de usuários e é reconhecido por sua adoção massiva na economia brasileira. O novo meio de pagamento passou a permitir transações como transferências e pagamentos, incluindo de contas, em até dez segundos. Em nota, a entidade disse que as conclusões da investigação foram baseadas em "informações incompletas" sobre os objetivos e o funcionamento do sistema. Segundo o Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas — o que equivale a 80% da população brasileira — já fizeram uma transferência por Pix. Lembrando que os limites noturnos são válidos para transações entre pessoas físicas realizadas no período de 20h às 5h59, horário de Brasília.
O que os EUA dizem sobre o Pix
Segundo a agência de checagem Aos Fatos, a ampla repercussão da publicação contribuiu para a disseminação de informações enganosas sobre a fiscalização do Pix, tema que já dominava os debates nas redes sociais. O Pix Automático permitirá a que o usuário agende pagamentos para pessoas físicas. A maior vantagem do Pix é a exclusão de intermediários durante uma transação, como as máquinas de cartão e cartões de crédito ou débito, tornando a transferência praticamente instantânea. As pessoas físicas podem criar até cinco chaves para cada conta da qual é titular, enquanto as pessoas jurídicas podem criar até vinte chaves. As chaves são utilizadas para vincular as informações do usuário à transferência bancária.
Como registrar uma chave PIX
- Goldfajn já sinalizava na época que o Banco Central iria lançar uma ferramenta inspirada no Zelle en, uma plataforma de pagamentos de "pessoa para pessoa", lançada em 2017 nos Estados Unidos pela fintech Early Warning Services.
- "Compare os 93% de brasileiros que usam o Pix com os 2%, isso mesmo, 2% de americanos que usaram criptomoedas para comprar algo ou fazer um pagamento em 2024", disse o economista em 2025.
- Além disso, todas as informações pessoais são protegidas pela lei de sigilo bancário e também pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).
Naquele ano, a equipe técnica do Banco Central publicou um relatório no âmbito do Banco de Compensações Internacionais sobre a eficiência dos sistemas de pagamentos instantâneos, com detalhes do projeto. Goldfajn declarou que novas tecnologias estavam revolucionando o sistema financeiro, com formas de pagamento mais eficientes. Goldfajn já sinalizava na época que o Banco Central iria lançar uma ferramenta inspirada no Zelle en, uma plataforma de pagamentos de "pessoa para pessoa", lançada em 2017 nos Estados Unidos pela fintech Early Warning Services. Apesar de o grupo de trabalho para a implantação do sistema ter sido oficialmente estabelecido em 2018, a equipe responsável pelo projeto afirmou que o conceito da ferramenta já existia desde dezembro de 2016.
Taxas
A desinformação foi transmitida no horário eleitoral obrigatório, veiculada na aposta grátis 5 reais plataforma de anúncios do Google e disseminada em redes sociais. Em 2022, Jair Bolsonaro afirmou falsamente que teria sido responsável pela criação do Pix. O líder da quadrilha, Hércules Reinan de Oliveira, havia sido preso no início do mês na Vila Prudente.
O jeito mais prático de fazer transferências e pagamentos instantâneos, do seu jeito. Em 24 de maio de 2023, a Polícia Civil de São Paulo prendeu 17 pessoas que faziam parte de uma quadrilha que usava a força para obrigar transferências por Pix. Por determinação do Banco Central as contas de pessoa física, MEIs e EIs não podem sofrer cobranças tanto para envio (com as finalidades de transferência e de compra) quanto para recebimento através do Pix (com finalidade de transferência). Alternativamente, é possível realizar pagamentos por Pix por QR Code, que dividem-se em QR Code estático, onde o valor ou tipo de transação estão "congelados" (muito utilizado por MEIs) e o QR Code dinâmico, utilizado para transferências individuais. As chaves aleatórias evitam que informações pessoais sejam transmitidas durante a transação, e podem ser apagadas a qualquer momento.
Ainda, alguns usuários compartilham sua chave do Pix em redes sociais como o Twitter para receber dinheiro e flertes. Algumas pessoas passaram a enviar quantias muito pequenas de dinheiro para usar o Pix como mensageiro instantâneo. Elas foram acusadas de integrar uma quadrilha homônima que roubava imóveis e exigia senhas para transferências e empréstimos. Dentre elas, a mais importante é o limite de mil reais para transferências realizadas à noite. Quadrilhas especializadas sequestram vítimas para forçá-las a fazer transferências bancárias de grande valor por meio do Pix. Em junho de 2025 atingiu um novo recorde, quando foram realizadas 276,7 milhões de transferências via Pix em um único dia.
No dia seguinte à megaoperação, publicou-se nova IN obrigando as fintechs a prestar as mesmas informações que os bancos no sistema e-Financeira. Porém, as fintechs não prestavam informações ao e-Financeira até 2024, gerando um vácuo regulatório. Essas informações são lançadas pelas instituições no sistema e-Financeira, criado em 2015.

